Da escola
ao palco

Um ano da Oficina de Teatro do Torrão

A Oficina de Teatro do Torrão integrou o projeto Oficinas de Teatro, desenvolvido pelo Teatro Nacional D. Maria II em parceria com o Plano Nacional das Artes, no contexto da Odisseia Nacional.

O projeto procura aproximar escolas, artistas, equipamentos culturais e comunidades, promovendo processos regulares de formação e criação teatral ligados às referências de cada território.

No Torrão, a oficina foi orientada por Miguel Magalhães, ator profissional e diretor artístico da Companhia do Sueste, com a colaboração do Município de Alcácer do Sal, do Agrupamento de Escolas do Torrão e do Convento da Terra.

 

Um ano de trabalho continuado

A oficina começou a 8 de outubro de 2025 e realizou-se semanalmente, às quartas-feiras, em horário pós-escolar.

Num universo de 156 alunos, quinze iniciaram o projeto. Oito participaram regularmente durante todo o ano letivo: Ana Duarte, Artur Pereira, Dafiny Nascimento, Davi Vieira, Íris Sardinha, Maria Fernanda Silva, Rita Valente e Sofia Pádua.

As sessões incluíram interpretação, expressão corporal e vocal, improvisação, leitura, memorização, criação coletiva e trabalho técnico de cenografia e adereços.

 

Três momentos de apresentação pública

Histórias de um Rio

A primeira apresentação realizou-se a 18 de abril de 2026.

Em Histórias de um Rio, os jovens imaginaram diferentes futuros para o Xarrama, cruzando criação teatral, memória local e preocupações ambientais.

A apresentação foi seguida de uma conversa com a comunidade, na qual participou também a Universidade Sénior do Torrão.

Eu Também Sou Um Rio

A 9 de maio, a oficina apresentou Eu Também Sou Um Rio.

Jovens e comunidade criaram e personalizaram fragmentos de tecido azul, posteriormente unidos num rio coletivo com mensagens, desenhos e símbolos dedicados ao Xarrama.       

A intervenção teve a duração de 3 semana e integrou a programação da caminhada WalkingRivers 2026 Por um Xarrama Vivo, envolvendo os jovens num processo mais amplo de conhecimento, valorização e cuidado do rio.

O Velho, o Rapaz e o Burro

O espetáculo final, O Velho, o Rapaz e o Burro, foi apresentado a 11 de junho.

O espetáculo reuniu o trabalho realizado durante o ano e permitiu aos participantes aplicar as competências desenvolvidas nos ensaios perante famílias, professores, parceiros e comunidade.

Visita ao Teatro Nacional D. Maria II

Os participantes tiveram ainda a oportunidade de realizar uma visita guiada ao Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, antes da reabertura oficial do edifício.

A visita permitiu conhecer os espaços e os processos envolvidos na criação e apresentação de um espetáculo, aproximando os jovens da instituição promotora do projeto.

 

Impacto para além do crescimento

Ao longo de um ano letivo, a oficina alcançou resultados concretos:

1 sessão semanal ao longo do ano lectivo 2025/2026;
15 alunos inscritos, num universo escolar de 156;
8 com participação regular do início ao fim;
1 ator profissional;
3 momentos de apresentação pública;
formação teatral e 5 oficinas técnicas e cénicas;
visita ao Teatro Nacional D. Maria II;
ativação da escola, do Convento da Terra, espaços públicos e Teatro Vicente Rodrigues;
colaboração entre instituições nacionais, escola, município, artista e organizações locais.

Para além destes resultados, a oficina criou acesso continuado à cultura, promoveu a expressão e a participação juvenil e reforçou a relação entre escola, ambiente, cultura e comunidade.

O trabalho sobre o Xarrama integrou os jovens no movimento Por um Xarrama Vivo, permitindo-lhes participar através da criação artística num processo territorial de valorização e cuidado com o rio.

A apresentação no Teatro Vicente Rodrigues reforçou também a ligação da nova geração à tradição teatral do Torrão. A vontade manifestada pelos oito participantes de continuar cria uma oportunidade concreta para renovar esta herança local e manter vivo o papel do teatro na comunidade.

O projeto contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4, 10, 11 e 17, relacionados com educação, redução das desigualdades, comunidades sustentáveis e parcerias.

Alinha-se igualmente com os valores da New European Bauhaus — beleza, sustentabilidade e inclusão —, ao cruzar criação artística, participação, património, espaço público e consciência ambiental.

 O primeiro ano demonstrou que existe interesse, dedicação e uma base concreta para consolidar um grupo de teatro jovem no Torrão.

 


 

Ficha técnica e entidades envolvidas

Oficina de Teatro do Torrão — Ano letivo 2025/2026

Projeto
Oficinas de Teatro — Teatro Nacional D. Maria II

Enquadramento
Odisseia Nacional

Parceria
Plano Nacional das Artes

Orientação artística e pedagógica
Miguel Magalhães — Companhia do Sueste

Participantes

Ana Duarte — 8.º A
Artur Pereira — 5.º A
Dafiny Nascimento — 7.º A
Davi Vieira — 9.º A
Íris Sardinha — 7.º A
Maria Fernanda Silva — 7.º A
Rita Valente — 7.º A
Sofia Pádua — 7.º A

Escola
Escola Básica 2,3 Bernardim Ribeiro — Agrupamento de Escolas do Torrão

Parceiros locais
Município de Alcácer do Sal
Convento da Terra

Produção local
Convento da Terra

Início
8 de outubro de 2025

Periodicidade
Uma sessão semanal, às quartas-feiras, em horário pós-escolar

 

Apresentações públicas

Histórias de um Rio
18 de abril de 2026
Convento da Terra AQUI

Eu Também Sou Um Rio
9 de maio de 2026
Convento da Terra ACOLÁ — Praça Bernardim Ribeiro, Torrão

O Velho, o Rapaz e o Burro
11 de junho de 2026
Convento da Terra ACOLÁ — Teatro Vicente Rodrigues, Torrão

Visita cultural e pedagógica
Visita guiada ao Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

 

Agradecimentos

Um agradecimento muito especial à Sociedade 1.º de Janeiro Torranense, pela disponibilidade e generosidade com que acolheu, no Teatro Vicente Rodrigues, o espetáculo final da Oficina de Teatro.

Agradecemos à Ana, ao Artur, à Dafiny, ao Davi, à Íris, à Maria Fernanda, à Rita e à Sofia pela dedicação e vontade de continuar este percurso.

O nosso agradecimento estende-se às famílias, aos professores e à comunidade educativa da Escola Básica 2,3 Bernardim Ribeiro.

Agradecemos ainda a Miguel Magalhães e à Companhia do Sueste, ao Teatro Nacional D. Maria II, ao Plano Nacional das Artes, ao Município de Alcácer do Sal, ao Agrupamento de Escolas do Torrão e a todas as pessoas que contribuíram para a realização da oficina