“Na procura de soluções sustentáveis, devemos ultrapassar paradigmas convencionais e abraçar abordagens holísticas.”
O enquadramento conceptual da DaST reflete plenamente este princípio, enraizado em mais de três décadas de dedicação à restauração e ao fortalecimento das ligações entre paisagens, ambientes construídos, património cultural e hábitos sociais.
A nossa jornada começou com a revitalização de comunidades esquecidas em várias partes do mundo, desde uma aldeia do século XII em França até um bairro histórico em Lisboa. Ao testemunhar o abandono do capital cultural e a utilização inadequada dos recursos naturais, iniciámos um percurso assente na investigação, na restauração e no envolvimento ativo das comunidades. Ao longo deste processo, reconhecemos o valor intrínseco destes territórios e o seu potencial para contribuir para um futuro sustentável.
Na DaST, a sustentabilidade vai além dos avanços tecnológicos, integrando uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar. Ao reunir áreas como a ecologia, a arquitetura e a economia, procuramos conceber sistemas holísticos que se harmonizem com a natureza.
A nossa abordagem inclusiva tem promovido colaborações entre diferentes disciplinas e origens culturais, catalisando processos de transformação. Com o tempo, a DaST evoluiu para uma comunidade de especialistas diversos que partilham uma visão comum de desenvolvimento sustentável.
Para nós, a sustentabilidade não constitui um conceito novo, mas antes um regresso à sabedoria inerente da própria natureza. Ao respeitar os seus princípios, procuramos orientar processos e sistemas de volta ao seu estado natural, promovendo equilíbrio e resiliência.
A DaST questiona igualmente o modelo dominante de crescimento económico, defendendo uma mudança de paradigma em direção a uma prosperidade mais holística. Neste contexto, sublinhamos a importância de indicadores centrados no bem-estar e na sustentabilidade, em vez de métricas económicas tradicionais como o Produto Interno Bruto.
Paralelamente, defendemos uma maior participação cívica e uma governação mais responsável, como forma de enfrentar os desafios sociais e ambientais contemporâneos. A Fundação procura capacitar indivíduos e comunidades para participarem ativamente na construção da mudança, contribuindo para um futuro mais justo, resiliente e sustentável.
No nosso compromisso com a sustentabilidade, reconhecemos também as limitações das práticas contabilísticas atuais na valorização do capital cultural e natural. A DaST defende uma mudança de paradigma baseada na integração plena e na reavaliação destes valores, reforçando a importância da sua preservação para as gerações futuras.
Ao adotar a perspetiva de uma economia pós-crescimento, rejeitamos a ideia de que o crescimento económico permanente constitui, por si só, um sinal de progresso. Em alternativa, promovemos formas de vida sustentáveis que respeitem a diversidade biológica e cultural.
A ação coletiva e a transformação sistémica são fundamentais neste percurso rumo à sustentabilidade. A DaST compromete-se a impulsionar este processo, criando contextos onde o capital cultural e natural seja protegido, valorizado e plenamente integrado na sociedade.
vista ao final do dia sobre as paisagens da Gasconha em Castelnau des Fieumarcon, no sudoeste de França, durante um evento privado