“Tal como um capitão que se recusa a alterar o rumo arrisca uma catástrofe, também nós, ao ignorarmos a necessidade de mudança sistémica, colocamos em risco o nosso futuro coletivo.”
A necessidade de mudança é incontornável e exige uma correção profunda da trajetória que, enquanto sociedade, seguimos. É essencial reconhecer a urgência de agir, tal como um capitão que, ao perceber o perigo iminente, decide afastar o navio de águas perigosas.
Este processo implica enfrentar as questões sistémicas que estão na base dos desequilíbrios ecológicos, abrangendo dimensões económicas, sociais e regulatórias. Assim como um capitão que insiste em manter o rumo arrisca o desastre, também nós, ao ignorarmos a necessidade de transformação estrutural, comprometemos o futuro. Evidenciar estas questões sistémicas e os riscos da inação reforça a importância de abraçar mudanças transformadoras em direção a um futuro sustentável.
A vida não se encontra em palavras vazias, nem no tempo diluído pela procura incessante de entretenimento superficial, mas sim na ação. Através de projetos coletivos de restauração ambiental, o próprio indivíduo pode também reencontrar-se e renovar-se, tornando-se parte ativa de algo maior, algo que pertence às gerações e não ao consumo imediato.
John Donne escreveu que “nenhum homem é uma ilha”. E, na verdade, também nenhuma ilha é uma ilha isolada. Quer estejamos ou não conscientes das questões da agricultura, da água ou da energia, estas dizem inevitavelmente respeito a todos nós. É fundamental começar a compreender as nossas ações não como acontecimentos isolados, mas como parte integrante de um todo.
fotografia da vista sobre Alfama e o rio Tejo, em Lisboa, a partir da capela do Palácio Belmonte / por Camille Ginestel