sobre o evento
Data: 14 dezembro 2014
Hora: 19:00
Local: Belmonte Cultural Club Cafe
Morada: Pateo Dom Fradique, 14 – 1100-624 Lisboa
Contatos: +351 218816600 _ office@palaciobelmonte.com
Artista/Autor: Simon James Phillips
Curatoria de: Maria & Frederic Coustols / Belmonte Cultural Club
Parceiros: DaST, WOA-Way of Arts
Patrocinadores: CML-Agenda Cultural de Lisboa, Palacio Belmonte Lisboa lda
sobre o artista
Simon é um pianista australiano baseado em Berlim, formado em piano clássico na Austrália e na Suécia, trabalha atualmente principalmente como pianista experimental e improvisador.
Musicalmente, Simon constrói atmosferas sonoras abertas que oferecem ao público tempo para refletir e explorar o som. Ao controlar o ritmo de desenvolvimento de cada peça, a sua intenção é influenciar a perceção do tempo através da música. É influenciado pela música eletrónica e mostra particular interesse em tentar replicar os sons mecânicos e repetitivos que nos rodeiam. Também se atrai pela tensão entre recriar sons inorgânicos no piano e as limitações do próprio instrumento e do seu mecanismo físico.
a performance
THE IDEA OF SOUTH é uma performance de piano solo improvisado ao vivo por Simon James Phillips, acompanhando o filme de Frank Hurley SOUTH (1916), uma crónica da tentativa de Ernest Shackleton de atravessar a Antártida. 2014 marcou o centenário do início desta expedição.
A história da tentativa de Shackleton de atravessar a Antártida é verdadeiramente inspiradora. Muitas vezes penso nas características extremas do continente – a sua vastidão, isolamento, clima e, em particular, o comportamento do gelo e da terra. Viajar para lá em 1914, e ficar isolado durante dois anos com tecnologia extremamente primitiva (pelos nossos padrões), é quase inimaginável. O próprio filme SOUTH parece retratar de forma muito contida a luta que estes homens tiveram de enfrentar.
Quase não se percebe o medo, a solidão e o isolamento absoluto que devem ter experienciado. Sinto particularmente a ausência de uma noção de tempo – imagino como seria ficar preso durante meses no frio e na imensidão branca daquela terra. Ao ensaiar com o filme para a primeira apresentação, também pensei na lentidão mas imensidade do movimento e da energia da Antártida.
“Embora não tenha a intenção de acompanhar o filme de forma literal, escolhi trabalhar com SOUTH porque acredito que a minha estética pode transmitir a perceção de tempo, isolamento e luta (tanto interna como externa) que o filme apenas sugere.”