Ecovila d’Ezammour Al Jadida
Ecological Management program/proposal
sobre o projeto
“Acreditamos que este cenário, que integra uma comunidade humana no processo do ciclo de vida, se tornará uma das maiores indústrias de crescimento nos próximos anos.”
status do projeto
Conceito / Proposta
projeto: 2010
detalhes
Denominação: Ecovila d’Ezammour Al Jadida
AKA: El Jadida
Denominação de Branding: Ecovila Al Jadida
Localização: El Jadida, Morroco
Gestão de Projeto: Frederic Coustols
equipa
Gestão de Projeto: Frederic Coustols
Visual Strategy Architecture: Creative Digital Design
colaboradores
Rui Pinto Goncalves, Tiago and Filipa Leandro, Michel Batlle.
Ecovila d’Ezammour: proposta de cidade regenerativa em Al-Jadida
Uma cidade alinhada com os limites da Terra
A Ecovila d’Ezammour foi concebida como uma proposta de cidade regenerativa em Al-Jadida, Marrocos, desenhada para funcionar integralmente dentro do chamado “incremento solar”, alinhando o seu metabolismo urbano com os limites naturais e os ritmos ecológicos do planeta. A visão propunha um modelo onde a vida e os sistemas que a sustentam seriam valorizados intrinsecamente, e não apenas pela sua utilidade económica.
Mais do que habitação ecoeficiente, o projeto pretendia integrar todos os elementos necessários para uma comunidade plenamente autónoma e sustentável.
O contexto
A proposta reconhecia o potencial estratégico de Al-Jadida enquanto território com identidade forte, localização privilegiada e condições naturais favoráveis. Simultaneamente, respondia à necessidade global de desenvolver novos modelos urbanos capazes de enfrentar desafios climáticos, energéticos e sociais.
A Ecovila foi concebida como um território piloto com mais de 1.340 hectares dedicados à preservação permanente dos ativos naturais e à criação de infraestruturas regenerativas.
A abordagem
O projeto previa:
- Sistemas integrados de produção alimentar sustentável;
- Geração de energia renovável e neutralização de carbono;
- Autonomia hídrica e gestão avançada de resíduos;
- Redução ou eliminação da dependência de combustíveis fósseis;
- Criação de centros de educação e recolha de dados;
- Laboratórios de investigação avançada em parceria com universidades e empresas;
- Desenvolvimento de um polo tecnológico orientado para inovação e exportação de conhecimento.
No centro da proposta encontrava-se a participação comunitária ativa e a implementação de boas práticas de gestão integrada do ambiente urbano, alinhadas com os princípios da Agenda 21 Local.
Conhecimento, inovação e impacto
A Ecovila d’Ezammour foi imaginada como um laboratório vivo de gestão do ciclo de vida urbano, capaz de gerar dados científicos sólidos nas áreas da educação, saúde, planeamento urbano, desenvolvimento social e atividade económica. O polo tecnológico previsto teria impulsionado a criação de conhecimento aplicável a nível nacional e internacional.
A proposta defendia que comunidades integradas neste modelo poderiam tornar-se uma das principais indústrias de crescimento do futuro, assentes na regeneração, na suficiência e na inovação sustentável.
Alinhamento Estratégico
A proposta teria contribuído para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, nomeadamente:
- ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis;
- ODS 7: Energia Acessível e Limpa;
- ODS 12: Produção e Consumo Responsáveis;
- ODS 13: Ação Climática;
- ODS 4: Educação de Qualidade;
- ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestruturas;
- ODS 17: Parcerias.
A visão alinhava-se igualmente com os princípios do New European Bauhaus, integrando sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica, inclusão social e qualidade estética no desenho urbano.
Impacto pretendido
A Ecovila d’Ezammour foi concebida como um modelo replicável de cidade regenerativa, com potencial para reforçar a atratividade económica, turística e científica de Al-Jadida e de Marrocos. Embora não tenha sido executada, a proposta permanece como uma visão estruturada de como uma cidade poderia operar de forma autónoma, equilibrada e em harmonia com os sistemas naturais que a sustentam.